Deu na mídia
Pro­jeto social de estu­dan­tes ajuda micro­em­pre­en­de­do­res
Social Tank em matéria no O Globo

Ini­ci­a­tiva busca desen­vol­ver negó­cios de refu­gi­a­dos e mora­do­res de comu­ni­da­des


Um pro­grama de TV foi o incen­tivo para o jovem Max Scha­im­berg, de 16 anos, dar iní­cio a um pro­jeto social. Ins­pi­rado no Shark Tank, rea­lity show com mag­na­tas inte­res­sa­dos em dar apoio finan­ceiro a gran­des ideias de empre­en­di­mento, criou o Social Tank, ao lado dos ami­gos de colé­gio Peter Scar­dino e Yas­min Dunham, tam­bém de 16 anos. A ini­ci­a­tiva visa dar suporte ao desen­vol­vi­mento de micro­em­pre­en­de­do­res de comu­ni­da­des do Rio.

Com pales­tras e men­to­rias lide­ra­das por pro­fis­si­o­nais de Direito, Mar­ke­ting Digi­tal e Negó­cios, eles que­rem aju­dar peque­nas empre­sas a pros­pe­ra­rem e darem retorno às comu­ni­da­des, por meio da gera­ção de empre­gos ou dis­se­mi­na­ção de conhe­ci­mento.

“O obje­tivo sem­pre foi aju­dar essas pes­soas a terem mais opor­tu­ni­da­des. Empre­en­de­do­rismo é muito res­trito ao net­wor­king. Qui­se­mos nos valer dos nos­sos con­ta­tos para que as pes­soas tenham sucesso”, disse Yas­min.

San­dra Regina Diniz, de 49 anos, que mora na comu­ni­dade Fur­nas, na Zona Norte do Rio, é uma das par­ti­ci­pan­tes. Ela vende os bolos que pro­duz em casa há 20 anos, mas só agora, com ajuda dos jovens, pas­sou a usar as redes soci­ais para divul­gar o tra­ba­lho. O pró­ximo passo, ori­en­tado pelo Social Tank, é ini­ciar as ven­das por app. Para isso, aguarda rece­ber um fre­e­zer que será doado pelo pro­jeto. “Hoje eu vendo cerca de 25 bolos de ani­ver­sá­rio por mês. Com o fre­e­zer, vou poder fazer pronta-entrega e aumen­tar as ven­das pelo apli­ca­tivo”, afir­mou.

Em setem­bro, em evento da Escola Eleva, os estu­dan­tes esta­be­le­ce­ram par­ce­ria com a Cári­tas RJ, que atua na aco­lhida, inte­gra­ção e pro­te­ção de migran­tes e refu­gi­a­dos. Com isso, pre­ten­dem sele­ci­o­nar refu­gi­a­dos para acom­pa­nhar de perto seus negó­cios.

Max Scha­im­berg, cujo bisavô che­gou ao Bra­sil da Polô­nia como refu­gi­ado e se tor­nou empre­en­de­dor na cons­tru­ção civil, enxerga nesse novo passo uma forma de hon­rar a his­tó­ria da famí­lia. “O Bra­sil é um país de imi­gran­tes. A gente está no pro­cesso de sele­ci­o­nar refu­gi­a­dos para dar trei­na­mento e capa­ci­ta­ção”, conta.

Bár­bara Fur­tado, coor­de­na­dora do Ensino Médio e do Depar­ta­mento de Inter­na­ti­o­nal Bac­ca­lau­re­ate (IB) da Eleva Barra, elo­gia a ini­ci­a­tiva: “Os alu­nos jun­ta­ram a pai­xão por eco­no­mia e finan­ças, pen­sando em como com­par­ti­lhar o conhe­ci­mento adqui­rido de pes­quisa e vivên­cia na escola com pes­soas que já têm a veia empre­en­de­dora, mas não têm esse conhe­ci­mento.”

Fonte: O Globo
https://infoglobo.pressreader.com/article/281895892933460
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